O consumidor agora quer ser, e não apenas ter
Por isso que branding nunca foi uma estratégia tão requisitada

O consumidor agora quer ser, e não apenas ter

 
O dia 15 de março tornou-se uma data marcada pela defesa do consumidor no Brasil. O código que regulamenta as normas nessa área foi sancionado em 1990 e se transformou em um marco na luta pelos direitos dos brasileiros nas relações comerciais envolvendo a compra e venda de produtos e serviços. Mas, há outra mudança relacionada ao consumidor que, sob a ótica da comunicação, ganhou relevância nos últimos anos: o interesse dele pela reputação das marcas.

 
É claro que, antes da popularização da Internet e, principalmente, das mídias sociais, já existia uma relação entre as marcas e seu público. Mas, nada se compara ao que vemos hoje em dia. As empresas tentam personalizar seu discurso para a sua audiência, com o objetivo de se aproximarem cada vez mais dela, e essas pessoas acompanham com olhos atentos os movimentos de suas marcas mais admiradas.

 
Deslizes, mentiras, cancelamentos são palavras que passaram a fazer parte do vocabulário das empresas, e a assustá-las também. Afinal, eles querem que a polêmica passe longe das suas gôndolas e e-commerces.
Esse comportamento é importante porque o consumidor passou a valorizar, além da qualidade dos produtos, as atitudes da companhia. E é por isso que branding nunca foi uma estratégia tão requisitada, assim como os modelos de geração de conteúdo. Na maioria das vezes, os dois buscam transmitir a essência da marca, e não apenas mostrar porque aquele produto deve ser adquirido.

 

Ainda não é possível prever para que ponto vamos evoluir, a partir daqui. O certo mesmo é que o consumidor de hoje quer uma marca que aja como ele, e não apenas um produto que supra as suas necessidades. É mais o jogo do que eu quero ser, do que o que eu quero ter.