O café faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas nem sempre é fácil entender as diferenças entre grãos, espécies, estilos e sabores disponíveis nas prateleiras. Para quem está começando a explorar esse universo, informação de qualidade faz toda a diferença na hora de escolher a bebida que mais combina com o próprio paladar.
Nós, da Usina da Comunicação, somos responsáveis pela produção da coluna da ABIC, na Exame, e temos como objetivo levar conhecimento, curadoria e orientações práticas para que os leitores possam aproveitar o café de forma mais consciente e prazerosa. Tudo isso, é claro, baseado no conteúdo da Associação!
A seguir, confira o conteúdo completo preparado para a coluna.
Café para iniciantes: guia rápido para escolher a melhor bebida para você
Consumir café é um dos hábitos mais fortes dos brasileiros e, cada vez mais, a indústria cafeeira vem diversificando a oferta com vários formatos e estilos. Mas os iniciantes na degustação da bebida podem ter dificuldades em saber como escolher o café ideal para o seu paladar.
Por isso, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) preparou um guia rápido para quem está entrando nesse universo.
Primeiramente, é importante entender que há tipos de grãos de café, como o arábica e o canéfora, principais espécies cultivadas no Brasil e no mundo.
Além disso, o Brasil categoriza cinco estilos da bebida, que apresentam sabores e propriedades distintas, segundo o Protocolo Brasileiro de Avaliação de Cafés Torrados, reconhecido na norma NBR 17238, da ABNT, e até internacionalmente. São eles: especial, extraforte, gourmet, superior e tradicional. E conhecer sobre os tipos e estilos é um diferencial na experiência de tomar café.
Saiba quais são os principais tipos de café:
Arábica x Canéfora
Grão utilizado em 70% da produção mundial de café, o Coffea arabica é o mais adequado para o cultivo em regiões de altitude elevada com temperatura amena, em países como Brasil, Etiópia e Panamá, entre outros. O arábica tem potencial para apresentar alta doçura e notas de chocolate e caramelo, frutadas e florais. A planta pode ser afetada por mudanças no clima, pois apresenta sensibilidade ao ambiente e a doenças.
Já o Canéfora é resistente a nuances no ambiente e a pragas, que podem acometer o cafezal. A espécie se adapta bem em alturas menores, abaixo dos 800 m, e locais mais quentes e úmidos. Nomes como robusta e conilon aparecem quando se fala do canéfora, pois são variações dele.
No Brasil, Rondônia vem se destacando na indústria dos cafés tipo robusta amazônico. Já o conilon é cultivado no Espírito Santo e na Bahia, também alcançando grande complexidade e diversidade de notas sensoriais. O sabor dele é marcado pelo amargor e notas como açúcar mascavo, canela, amadeirado e cacau. Além da diferença de sabores, a concentração de cafeína também varia. O canéfora armazena duas vezes mais cafeína do que o arábica.
Entenda as diferenças dos estilos de café
Na hora de comprar o café no mercado, você pode ir além do café que sempre escolhe, e experimentar novos aromas e novas experiências. Existe um café para cada momento. A classificação feita pela ABIC leva em conta, principalmente, as notas descritivas de acidez, amargor e doçura. Conheça mais sobre elas:
- Especial: doçura alta a muito alta, amargor muito baixo a baixo, acidez moderada a muito característica e deve conter pelo menos uma nota de amadeirado, amendoado, caramelizado, frutado, baunilha, chocolate, floral ou mel;
- Extraforte: intensidade alta, amargor moderado a alto, torra média a escura, doçura e acidez muito baixas a baixas e notas de tostado podem variar de fracas a muito fortes;
- Gourmet: amargor baixo a moderadamente baixo; acidez moderada ou alta, doçura equilibrada a alta e notas de frutadas, florais, amadeiradas e tostadas podem ser fortes;
- Superior: acidez, amargor e doçura são moderados em todos os quesitos;
- Tradicional: acidez baixa a moderadamente baixa, amargor moderado a alto e doçura muito baixa a baixa.
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