Provavelmente, você já se deparou com a linguagem inclusiva alguma vez. Seja em uma postagem nas redes sociais, em uma aula ou apresentação na faculdade, ou no ambiente de trabalho.
A linguagem inclusiva é considerada uma ferramenta fundamental na inclusão, no respeito e na equidade social, pois tem o intuito de não excluir, não ofender ou menosprezar nenhum grupo de pessoas. Com o uso da linguagem inclusiva é possível fazer com que todas as pessoas tenham um sentimento de pertencimento.
A linguagem inclusiva como ferramenta de diversidade
Luciana Viegas, pedagoga, idealizadora do Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam (VNDI) e consultora do Projeto SETA, cliente aqui da Usina da Comunicação, destaca que a linguagem inclusiva produz diversidade porque, sobretudo, é o principal método das pessoas se conectarem. “Não só a comunicação oral, mas a comunicação sinalizada são formas de diversidade. Quando ela ocasiona barreiras, impede que pessoas diversas se conectem e se incluam”, comenta.
Ela ainda ressalta que a linguagem inclusiva auxilia no entendimento de como a sociedade será educada no futuro e não seja mais uma ferramenta de violência.
Em grupos de redes sociais de escola, por exemplo, é muito comum que as mensagens sejam direcionadas às mães, o que sugere que a responsabilidade é apenas delas, ou que a opinião dos pais não tem importância.
Sendo assim, mesmo sem intenção, sobrecarregamos as mães e excluímos os pais.
Veja dicas de como desenvolver uma linguagem inclusiva
Dessa forma, aplicar esse tipo de linguagem no dia a dia é uma tarefa mais simples do que parece. Confira algumas orientações de como implementá-la:
- Em um ambiente hospitalar ou de cuidado, não use “enfermeiras”, use “equipe de enfermagem” ou “profissionais da saúde”. Assim, você incluirá homens e mulheres;
- Da mesma forma, quando for comentar sobre uma pessoa, não diga que ela é “cega”, diga que ela tem deficiência. Você estará apenas citando uma característica;
- Na política, ao invés de usar “os senadores” estão votando, podemos usar “o Senado” está votando, pois ao evitar o uso do masculino genérico, respeitamos as senadoras. Lembre-se: as instituições são formadas por pessoas com perfis variados;
- Igualmente, evite usar pronomes de gênero. Uma saída é usar substantivos de gênero neutro como “a criança estudante” ou “a pessoa gestora”;
- Para as questões de gênero, use substantivos genéricos e coletivos;
- Omitir o sujeito é uma ótima opção;
- Evite “@” e o “x”, pois são ruins de pronunciar e são obstáculos nos programas de leitura.
Logo, adotar a linguagem inclusiva vai muito além de uma tendência ou modismo, é uma forma de promover respeito, representatividade e equidade no dia a dia. A prática contribui para a construção de uma sociedade mais acolhedora e consciente das diferenças, onde todas as pessoas se sintam pertencentes e valorizadas.
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