Todo mérito a elas: protagonismo feminino na ciência e no combate ao coronavírus
Cientistas mulheres se destacam na corrida contra a COVID-19

No Dia Internacional da Mulher, resolvemos destacar o protagonismo feminino no combate à COVID-19. Obstinadas, elas foram essenciais para alcançarmos conquistas que podem nos levar, enfim, a um cenário de dias melhores.  Seja no sequenciamento do genoma do coronavírus, no desenvolvimento da primeira vacina ou na frente da pesquisa científica, a atuação das mulheres foi e é essencial.

Sequenciamento do genoma do novo coronavírus em tempo inédito

As brasileiras Ester Sabino e Jaqueline Goes, ambas pesquisadoras da USP, lideraram o estudo realizado em parceria com a Universidade de Oxford. As cientistas decifraram a estrutura do coronavírus em um intervalo de dois dias, enquanto a média mundial era de duas semanas. O sequenciamento do genoma foi fundamental no início da pandemia, pois o método científico é o pontapé para o desenvolvimento de vacinas e testes.

1ª vacina contra a COVID-19 e a quebra de três recordes

Desenvolvido também em tempo recorde, o primeiro imunizante contra Sars-CoV-2 só foi possível por conta da tecnologia de RNA mensageiro idealizada pela cientista Katalin Karikó. Atualmente, a inovação é aplicada na vacina da Pfizer/BioNTech, a primeira de RNA aprovada no mundo. A expectativa é que essa técnica deixe um legado, transformando a forma como o mundo irá desenvolver novas vacinas.

Atuação feminina majoritária em um dos maiores centros de pesquisa do país

Um levantamento inédito realizado pelo Instituto Butantan aponta que 71% do seu corpo científico é formado por mulheres. A instituição foi precursora na produção de vacinas no país e teve o seu imunizante contra o coronavírus, a CoronaVac, como o primeiro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso emergencial no Brasil.

A contribuição das mulheres nessa batalha contra a COVID-19 é inquestionável. Mas, apesar do aparente avanço do público feminino nas cadeiras científicas, vale destacarmos alguns dados: segundo a UNESCO, menos de um terço dos pesquisadores do mundo são mulheres. Além disso, apenas 3% dos prêmios NOBEL de ciências foram vencidos por elas.

Lute pela equidade, acredite na ciência e vacine-se.