Dia do Jornalista: a evolução do jornalismo nas redes sociais
Internet possibilitou ao público uma nova forma de consumir o conteúdo jornalístico

O jornalismo evoluiu e se adaptou a diversas realidades desde a sua existência. Com a chegada da internet e, posteriormente, das redes sociais, o jornalismo viu um novo caminho a ser explorado. Vimos os veículos se inserindo nesse espaço cada vez mais e aproveitando as possibilidades que as redes sociais oferecem, como uma troca direta e veloz junto ao seu consumidor. Convidamos os jornalistas Atila Santos e Thaís Dias para conversar sobre esse novo momento da profissão.

A internet tem um ritmo diferente dos canais tradicionais. A rapidez de consumo de conteúdos nas mídias sociais pode ser atrelada ao acesso no Brasil. Segundo a pesquisa “Digital 2021”, realizada pela We Are Social, em parceria com Hootsuite, cerca de 96% da população possui e acessa a internet através de smartphones. Isso coloca todo esse universo na palma da mão do usuário, onde quer que ele esteja.

Interação e conteúdo 

Para o jornalismo, esse acesso possibilita uma interação e contato maior e mais rápido entre o público e o jornalista. Thaís explica que, na internet, “você tem a notícia, o ouvinte participa, interage com você, manda te criticando, manda te elogiando”. Essa praticidade permite que os rumos de um jornal sejam definidos de acordo com os interesses de quem consome aquele produto.

Outra possibilidade é a criação de conteúdos para a web, seja em texto, vídeo ou áudio, como os podcast’s. Além disso, as mídias sociais tornaram a comunicação mais horizontal, permitindo que os usuários também possam ser produtores de conteúdo. Isso permite ao jornalista receber informações que antes não chegavam com tanta facilidade até a redação. 

Intensificação de notícias falsas

Com as redes sociais, tornou-se bem mais frequente a existências de informações equivocadas e/ou falsas devido à falta de apuração dos dados e, também, por conta do uso maldoso elementos.  Para Atila Santos, a internet se apresenta como um território “livre para opiniões, como se todos fossem colunistas que não fossem obrigados a ter fontes, como se não fossem obrigados a checar nada, investigar, aí, se disseminar notícias falsas e boatos”.  

Com isso, o jornalista, segundo Thaís Dias, ganha um papel de checador, e passa a ter de investir parte do seu tempo para apurar e, se necessário, desmentir tais notícias fake ou maliciosas. Para a apresentadora, essa realidade se torna um grande desafio, pois o jornalismo precisa acompanhar o ritmo das redes sociais para evitar que as famosas fake news não viralizem.

Ainda que tenha o lado negativo, a internet se tornou uma forte aliada ao jornalismo e, consequentemente, permite que o jornalista explore novas oportunidades durante a sua atuação. Confira as entrevistas na íntegra. Assista o vídeo abaixo.