Por que precisamos de um dia da consciência negra?
Usina da Comunicação contribui com a primeira palestra sobre conscientização negra da H. Strattner

Usina da Comunicação contribui com a primeira palestra sobre o Dia da Consciência Negra da H. Strattner

No último dia 19, a nossa cliente H. Strattner promoveu a primeira palestra voltada à questão racial, em celebração ao Dia da Consciência Negra. O encontro, que teve a condução da Dra. em Sociologia Andrea Lopes e impactou mais de 100 colaboradores, ocorreu na sede da companhia, no Rio de Janeiro, e foi transmitido para todas as filiais. Na ocasião, a Usina da Comunicação teve a oportunidade de colaborar com a empresa dando a indicação da palestrante e orientações sobre as abordagens mais assertivas para o bate-papo.

Na visão da socióloga Andrea Lopes, é de suma importância debater a questão racial no ambiente corporativo, pois as empresas são espaços que compõem e refletem a sociedade. Nesse sentido, uma questão que precisa ter destaque é a equidade racial dos departamentos. “Se você vê uma super-representação demarcada de um grupo em um determinado setor, isso, a princípio, deve representar um problema”, conclui.

Diferença entre preconceito e discriminação

A professora alerta sobre a necessidade da compreensão de que o presente é constituído por uma série de desdobramentos do passado e explica a distinção entre preconceito e discriminação. “O preconceito está no templo do sentimento, no campo subjetivo. São aquelas ideias preconcebidas de algo ou alguém. Já a discriminação significa que a forma preconceituosa de pensar orienta, também, o modo de agir das pessoas”.

Racismo: o maior sistema de produção de discriminação

O racismo, caracterizado pela pesquisadora como o maior sistema de produção de discriminação, foi um dos temas abordados no encontro. “Este é um sistema de hierarquização, produção de inferioridade, subordinação e exclusão social. Então, não é só uma pessoa que age de maneira discriminatória, é todo um sistema social que valida essa ação e cria formas de discriminação. Pois, na medida que eu discrimino, eu vou produzir mais ou menos vantagens, privilégios e abertura para um grupo”, conclui.

 A solidão da mulher negra

A desvantagem das mulheres negras no campo afetivo também foi um tema trabalhado por Andrea. Segundo a professora, a literatura militante traz para a zona do debate essa condição, que é ocasionada por uma série de estigmas atrelados às mulheres negras: seja de forma objetiva, das desigualdades sociais ou, de forma subjetiva, do ponto de vista dos valores estéticos (padrão de beleza).

Manoela Toledo, Analista de RH, destaca que um dos pontos altos da palestra foi o momento em que os colaboradores se identificaram e se emocionaram com os dados e informações levantadas pela socióloga. Além disso, Manoela também conta que, após o evento, foi realizada uma pesquisa de satisfação e a iniciativa obteve a pontuação de 4.89 / 5. Para os próximos anos, a companhia pretende ampliar as rodas de conversa com a abordagem crítica de temas relevantes.