Coronavírus e Fakenews
Além de respeitar as medidas sugeridas pela OMS para controlar a pandemia do Covid-19, é necessário também combater a desinformação e saber em quais fontes podemos confiar

Coronavírus X Fakenews

Desde que o Coronavírus ganhou destaque mundial, em dezembro de 2019, o assunto não saiu mais dos noticiários internacionais. Seja em Wuhan, na China, onde ocorreu o principal epicentro, ou em países como Itália e Irã, onde o vírus segue dando grandes prejuízos sociais e econômicos, é chegado o momento de todos se unirem com a finalidade de combater e frear a disseminação do Covid-19. Com o decreto da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a enfermidade evoluiu para uma pandemia, quando a doença se espalha em escala global, é de se esperar que a sociedade fique ainda mais temerosa, afinal, o número de mortos já ultrapassa a casa dos seis mil. Porém, não há motivos para pânico. Precisamos combater o novo Coronavírus com uma arma bastante eficaz: a informação.

Diante de tantos dados, números e estatísticas, é crucial que saibamos selecionar as referências para não acreditarmos em falsas fontes e/ou compartilharmos conteúdos infundados. Foi pensando em ajudar os nossos colaboradores, clientes e a sociedade como um todo que a Usina da Comunicação decidiu elaborar um material guia para evitar que fakenews, que são notícias imprecisas, mentirosas ou tiradas de contexto, geralmente publicadas na internet, sejam compartilhadas em um momento que exige total clareza.

Fonte e Origem

Qualquer matéria, vídeo, nota e/ou texto deve conter uma fonte oficial de onde os dados contidos naquele conteúdo foram extraídos. Por isso, para evitar acreditar e compartilhar inverdades é importante atestar a veracidade desses fatos. Com a tecnologia, muitos acabam compartilhando materiais em blogs, redes sociais e aplicativos de mensagem sem checar se o assunto que está sendo abordado naquela publicação é verdadeiro ou falso.

Em tempos de pandemia, disseminar mentiras pode gerar resultados drásticos. Organização Mundial da Saúde (OMS), Sites do Governo Estadual, Ministério da Saúde e a Fiocruz são alguns exemplos de instituições que possuem propriedade para ceder conhecimentos confiáveis. Portais como Agência Lupa (https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/), Fato ou Fake (https://g1.globo.com/fato-ou-fake/) e Boatos.org (https://www.boatos.org/) são aliados importantes na checagem rápida de notícias e no combate à desinformação.

Consequências

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e publicada na revista Science, importante publicação do meio acadêmico e científico, os assuntos falsos tendem a se espalhar 70% mais rapidamente que os verdadeiros, alcançando um público muito maior. Em território nacional, a agência MindMiners, especialista em pesquisas digitais, investigou como as pessoas se portam em relação à privacidade de dados e identificou que mais de 80% dos entrevistados só utilizam as redes sociais como fonte de informação. A empresa ainda descobriu que 33% dos brasileiros já disseminaram fakenews.

Proliferar boatos e rumores, descredibilizar a imprensa tradicional e prejudicar a formação de senso crítico dos cidadãos são algumas das consequências negativas desse tipo de ação. É, também, importante citar o desserviço que esse tipo de problema acarreta ao jornalismo, que além de pesquisar e buscar embasamento para as pautas do dia a dia, ainda precisa verificar a veracidade de tais temas.

Prevenção

Com base em informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e com o intuito de ajudar no combate ao Coronavírus, reunimos algumas dicas para ajudar na prevenção e na disseminação do Covid-19:

  • Em áreas com transmissão comunitária, é recomendado evitar o deslocamento. Ficar em casa pode ajudar no controle da disseminação do vírus.
  • É importante manter medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las. Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool gel, que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, etc.
  • As máscaras faciais descartáveis devem ser somente utilizadas por profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães que estão amamentando e pessoas diagnosticadas com o coronavírus.
  • Em uma tentativa de combater as fakenews, o Ministério da Saúde disponibilizou um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira. Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640.