A inteligência artificial (IA) tem transformado a forma como os comunicadores criam, organizam e distribuem conteúdo. Desde auxílio com a criação de brainstorm à produção de imagens e vídeos, as ferramentas contribuem para otimizar o trabalho dentro de redações e agências.
É válido lembrar, no entanto, que ela não deve ser utilizada para substituir o trabalho humano. Deve ser vista como um recurso para facilitar produções e auxiliar os profissionais que as utilizam. Afinal, o toque e a expertise humana são os fatores que tornam os resultados mais assertivos e confiáveis.
Uso de IA na prática
De acordo com um estudo da McKinsey, 50% das atividades profissionais podem ser automatizadas com tecnologias já existentes. O uso dessas ferramentas não está limitado a um nicho específico. Por exemplo, um designer pode agilizar uma modelagem ou pedir ajuda para montar um painel de inspiração, assim como um cientista pode usar IA para analisar dados e realizar buscas mais ágeis.
Inteligência artificial gera agilidade
Um dos benefícios proporcionados pelos recursos de inteligência artificial é a agilidade. Com ela, os usuários são capazes de alcançar resultados mais rápidos sem perder a qualidade, seja na produção de textos, peças visuais, roteiros ou até mesmo materiais audiovisuais.
De acordo com um relatório da HubSpot, 90% dos profissionais de marketing entrevistados garantem que a IA contribui para reduzir o tempo em tarefas manuais. O material ainda aponta que o principal uso na área envolve a criação de conteúdo, a elaboração de relatórios, o aprendizado de novas tarefas e a realização de pesquisas.
Jornalismo adota Inteligência Artificial em redações e agências
No jornalismo brasileiro, o uso de IA também já é uma realidade. De acordo com a pesquisa “Inteligência Artificial para Jornalistas Brasileiros”, realizada por um grupo de pesquisa da ESPM-SP, 56% dos jornalistas já utilizam IA em suas atividades.
O estudo aponta que a inteligência artificial está presente no Brasil, principalmente, dentro da área de assessoria de comunicação/imprensa. Os profissionais a utilizam para distribuição de materiais de acordo com o nicho que deve receber aquele conteúdo.
Na produção de conteúdo jornalístico, o uso da IA se destaca, com 53,9% dos profissionais recorrendo a ferramentas automatizadas. Dentro desse cenário, a criação de imagens geradas por IA, como as do Adobe Firefly, se torna um ponto de atenção, especialmente, no fotojornalismo, onde a credibilidade pode ser afetada.
Na gestão de redes sociais, a IA também pode contribuir em diversos aspectos, como a adaptação de posts para diferentes plataformas e a otimização de conteúdos para melhorar o engajamento e a performance das publicações.
Entregas e resultados otimizados
O levantamento da HubSpot também aborda que, atualmente, as ferramentas de inteligência artificial são fundamentais para auxiliar na melhor entrega e performance de conteúdo. Ao todo, 84% dos profissionais relacionados à redação digital e SEO garantiram que a automação com IA impactou positivamente suas estratégias em 2023. Além disso, a IA pode melhorar a experiência do usuário em sites e otimizar a classificação em SERPs.
Como citado, a inteligência artificial também pode contribuir na etapa de brainstorm. Com prompts bem produzidos, é possível que chatbots, como o Copilot ou o ChatGPT, ajudem a imaginar ideias de conteúdos de acordo com o nicho e objetivos estratégicos.
Inteligência artificial não substitui força humana
Por mais que trabalhem com o objetivo de facilitar a vida dos profissionais, o uso de inteligência artificial não apaga a importância do colaborador da área e seu valor humano. Por isso, é fundamental que os comunicadores compreendam o avanço do mercado e se dediquem à evolução constante dentro do setor, mas manter a valorização humana nos processos
Além disso, a IA ainda apresenta limitações quando se trata de criatividade, pensamento crítico e tomada de decisões estratégicas. Ferramentas automatizadas podem produzir conteúdos baseados em padrões, mas carecem da sensibilidade para interpretar nuances culturais, tom de voz e contexto emocional de uma mensagem.
Outro desafio é a necessidade de supervisão constante. A IA pode gerar informações imprecisas ou enviesadas, exigindo que os especialistas revisem e ajustem o conteúdo para garantir qualidade e credibilidade.
Também é essencial considerar a ética no uso da IA. Afinal, a dependência excessiva dessas tecnologias pode comprometer a autenticidade das marcas e reduzir o espaço para narrativas originais. Por isso, manter o equilíbrio entre automação e criatividade humana é essencial para uma comunicação eficiente e impactante.
O ideal é que comunicadores utilizem a IA como aliada, sem renunciar à supervisão humana e ao pensamento crítico. Dessa forma, será possível extrair o melhor da tecnologia sem comprometer a qualidade e credibilidade da comunicação.