Era da Voz: Clubhouse ultrapassa buscas de TikTok e ganha espaço entre brasileiros
Nova rede social usa a voz como único recurso para produção de conteúdo

Se você está por dentro das novidades quando o assunto é internet, com certeza deve ter reparado o novo nome entre as redes sociais: o Clubhouse. A plataforma, que é focada em troca por mensagens por áudio, foi lançada em março de 2020, por Paul Davison, empresário do Vale do Silício, e Rohan Seth, ex-funcionário do Google.

A rede social permite que os usuários criem salas e clubes, podendo discutir  temas diversos. Desde política e economia a entretenimento e internet, os usuários podem transitar por pelos diferentes debates com um simples toque. A diferença, se comparado a outras redes sociais, é o uso da voz como única forma de gerar conteúdo, não permitindo fotos, vídeos, textos, links ou algo do gênero. Além disso, toda conversa é isenta de qualquer tipo de gravação ou registro.

Interesse mundial

Desde 2020, a plataforma era utilizada por entusiastas de tecnologia e participantes do Vale do Silício, o maior polo de tecnologia do mundo. Localizado nos Estados Unidos, o local é conhecido como um celeiro de empresas de tecnologia, a região abriga grandes empresas como Intel, Google, Netflix, Facebook, Apple, entre outros.

Porém, foi apenas em janeiro de 2021 que a plataforma recebeu um empurrão para o mundo, quando o Elon Musk, fundador da Tesla e o homem mais rico do planeta, utiliza a plataforma para um debate com Vlad Tenev, presidente-executivo do aplicativo de investimentos Robinhood.

Segundo dados do Google Trends, o país que mais buscou pela rede social foi a China, seguido de Taiwan e Estados Unidos. No Brasil, as buscas intensificaram na última semana, ultrapassando o aplicativo chinês TikTok, uma das redes sociais de maior febre atualmente. A presença de grandes nomes como o de Boninho, diretor de televisão na Rede Globo, do apresentador Luciano Huck, do influenciador financeiro Thiago Nigro e da cantora Anitta, aumentaram a curiosidade do público pelo aplicativo.

Ainda em sua fase beta, a plataforma funciona apenas no iOS. Para frequentar a rede, é preciso receber o convite de alguém que já esteja dentro. Com isso, pessoas decidiram comercializar seus convites, sendo possível encontrar “ingresso” por mais de R$270,00.

O futuro da plataforma

O Clubhouse vem recebendo adesão de diferentes áreas profissionais no Brasil. Com usuários tão diversos, o futuro da plataforma abre possibilidades para monetizações. Marcas, veículos de comunicação e formadores de opinião devem aproveitar a rede social para fortalecer um envolvimento direto com consumidores, clientes ou público interessado em determinados assuntos.

A monetização também será uma realidade para o aplicativo. A expectativa é que sejam inseridas formas diferentes para lucrar, seja por meio de ingressos, assinaturas ou doações. Além disso, novos formatos podem ser criados através da plataforma, como podcasts ao vivo, onde o público que acompanha pode levantar a mão e participar de uma discussão.

Antes de completar um ano desde o seu lançamento, o aplicativo oferece bons resultados e permite imaginar um futuro positivo para a ferramenta, seja para marcas ou para criadores de conteúdo. O Clubhouse faz parte de uma nova era digital, conhecida como a era da voz, que vem sendo analisada por especialistas com entusiasmo. A previsão é que a voz seja utilizada como ferramenta para gadgets e plataformas cada vez mais.